/* /* /* Bananada de Goiaba

Bananada de Goiaba

PEQUENOS REGISTOS PARA os meus amigos, que nunca sabem nada de mim... e sei lá eu se com ISTO vão saber mais, ou melhor!
 

Imaginação, a quanto obrigas...

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Um destes dias (já foi há muito tempo, mas pronto!) cheguei a casa com uma daquelas telhas!
O dia não me tinha corrido lá muito bem, os meus projectos começavam a ir por água abaixo, e mais grave, eu não tinha qualquer ideia do que iria fazer para o jantar.
Só me apetecia esconder debaixo do edredon da minha cama...

O meu animal preferido, toda a gente sabe, é o Hipopotamo, mas a maior parte das vezes comporto-me como uma Avestruz! Posso colocar as coisas assim: gosto de hipopotamos com almas de avestruzes.

Sou boa a saltar de assunto, pois sou?

(a propósito, há um senhor que diz que eu sou (de signo) um leãozinho de peluche, que de Leão não tenho nada – na volta tem razão, pq esqueceram-se da Avestruz no circulo do zoodiaco! Com ascendente no Hipopotamo ;o)

Continuando o dia da telha... Como não posso esconder-me de nada (não tenho tempo!) e muito menos posso andar por aí de gatas fugindo dos meus medos, resolvi trocar as minhas voltas rotineiras em casa.

Em vez de entrar direitinha para o meu quarto para me descalçar e despir e seguir para a cozinha, fui sentar-me no chão da sala a ver o que as garotas estavam a pintar em cima do baú.

Peguei numa tesoura e comecei a fazer umas bonecas de papel, com tótiços e tudo!

- Uauuu, tão giro mãe! Onde aprendeste a fazer isso?

- Quando eu tinha a vossa idade fazia montes de bonecas destas, com roupas de todos os tamanhos e de todas as cores...

E lá começamos as três a dar asas á nossa imaginação e a fazer aquelas bonecas que eu fazia para mim, para a minha irmã e para o meu irmão da mesa (lembraste?)...

Depois contei-lhes que faziamos casinhas para elas, com os livros do meu pai!
Cada livro era uma assoalhada da casa; tiravamos as tampas da pasta de dentes para fazer mesinhas; aproveitavamos a parte de dentro das caixas de fosforos para fazer as camas (curtavamos os lados maiores, viravamos para fora de forma a que a cama ficasse com pernas e cabeceira) e depois das casas estarem impecavelmente mobiladas com os mais diversos materiais, faziamos as estradas com molas (esta era a tarefa do mano porque ele era sempre o responsavel pela Brisa da altura e além disso, morava sempre “noutra terra” – eu e a minha irmã eramos vizinhas e mandavamos o mano para o quarto da mãe = a outra terra)

As garotas ficaram encantadas com mais um episodio da história da minha vida e aprenderam a fazer bonecas de papel...

Depois de muitos papeis cortados no chão, depois de muitas canetas de filtro e lápis de cor espalhados, paramos porque tivemos mesmo que regressar á rotina:

- Vamos para a banheira, vá...

- Mas, oh mãe! Tu não tinhas brinquedos?

- Tinha... até tinha muitos! Houve um natal que a colher de pau me deu uma bicicleta e uma trotinete, mas eu queria era uma casa de bonecas igual á que havia no meu Colégio...

- E nunca tiveste?

- Não! Só a que estava no Colégio!

- Tadinha da mãe...

Fiquei a pensar naquilo do “tadinha da mãe!” durante algum tempo e cheguei a uma conclusão horrivel:
“Tadinhas” são as minhas filhas, que pertencem a uma geração criada em betão, enfiadas num 6º andar com todos os brinquedos da moda e todos feitos e prontos para começar brincadeiras pré concebidas e sem imaginação nenhuma!
Para não falar dos gamesboys e digitivos e jogos do computador, como o mais recente da Mafalda:
um jogo que ela cria as personagens de uma familia (no computador), trabalham e têm dinheiro e constroi uma casa (no computador), e pode ter filhos e tudo e tudo NO COMPUTADOR...

parece impossivel!

Pergunto-me: até que ponto a culpa é nossa?

Agora para desaluviar a seriedade da questão:
a Mariana também jogou mas a familia dela morreu queimada porque ela esqueceu-se de não sei o quê no fogão e a casa pegou fogo! A Mafalda agora não a deixa jogar...

Estão em Pé de Guerra...

***
 

"Que dias há¡
que na alma me tem posto
Um não sei quê,
que nasce não sei onde
vem não sei como
e dói não sei porquê."

(Luis Vaz de Camões)

plosanimais
Na minha vida REAL...

 

"A realidade é um detalhe,
  Pra quem sonha ela é um desafio.

 

... fica para depois!

neste momento não consigo ler mai nada!!!

 

Existem, e tenho que ler...
No baú

@ Correio