/* /* /* Bananada de Goiaba

Bananada de Goiaba

PEQUENOS REGISTOS PARA os meus amigos, que nunca sabem nada de mim... e sei lá eu se com ISTO vão saber mais, ou melhor!
 

Claudio

quarta-feira, setembro 01, 2004

Atendo o meu telemóvel

- sim.
- Muito boa tarde. Estou a falar com a menina Cristina?
- Sim?
- Gostaria de saber quando é que o seu marido vai para Munique para ir dormir consigo.
- Cláááuuuudio!!! Oh primo do meu coração!!! Estás cá?
- (gargalhada) Estou, prima! Cheguei á uns dias e vou cá ficar…

Que bom!!! O meu primo Cláudio está cá!

É engraçado que o Márinho, ciumento como é, nunca me fez qualquer observação em relação ás conversas do meu primo Claudio! Verdade seja dita, que nem tem que fazer, porque somos primos do mesmo sangue, assinamos o mesmo apelido e pertencemos ao mesmo Clã! Era o que mais falatava.

Mas eu sinto que ele fica incomudado.
Tudo começou quando moravamos perto uns dos outros! (gostava tanto de podermos morar pertinho uns dos outros, outra vez!). Na altura da fraulain.
Uma época em que o Márinho estava mais vezes em Munique do que em Lisboa e a irmã dele teve a triste ideia de dizer que a culpada era uma fraulain. A história pegou (e é mentira, não havia nenhuma fraulain – coitado do miudo que ficou com a fama sem ter tido o proveito!) e a brincadeira do Claúdio também.

O Márinho só não achou muita piada na altura, quando as coisas sobraram para a filha dele.
Foram dois anos complicados para a relação da Mariana e do pai.
Ela nasceu num dia que o voo para Munique estava marcado, fez o 1º aniversário a um dia que ele estava em Munique e o 2º, para pouca sorte dos dois, ele também estava lá.

O Cláudio era completamente apaixonado pela bébé e sempre que ele apanhava o Márinho fazia-lhe sempre a mesma pergunta: “não achas que a MINHA filha está cada vez mais bonita?”.

Nem foi preciso o Márinho dizer nada porque deu para ler nos olhos enormes dele, tudo o que lhe passou pela cabeça!

Claro que o gozo que tenho com esta brincadeira, não é o mesmo que o gozo do Márinho.
Aliás, ele não tem sequer nenhum gozo e se eu me colocar no lugar dele é muito fácil sentir as comições que este tipo de brincadeiras provocam.

Imaginemos então que o Márinho tem uma prima… por acaso até tem uma, que, felizmente não nos damos.

Peguemos nesta prima, que é a unica que conheço (e não preciso de conhecer mais nenhuma.)

O que é que eu faria se ela – vamos batiza-la de Vánessa Cárina – chegasse ao pé do Márinho e lhe desse aquele xi-coração que o Claudio me dá, com aquelas mamas todas de vaca leiteira?

E se a Vánessa Cárina ficasse pendurada nos ombros dele a perguntar-lhe “Primo, meu amor! Quando é que dormimos juntos’”?
(a palavra dormir, para mim, passaria logo a ter uma outra conotação!)

E se ela levantasse aqueles mócótós grossos com aquelas meias de vidro pretas transparentes com o risco preto de uma costura pela perna toda?

E, pior ainda, imaginem que o Márinho achava as meias de vidro (blérr) da Vánessa Cárina (RRrrrrr) o máximo e perguntava-me se eu não gostava de ter umas assim!
Imaginem!

QUE RAIVA!
No minimo, eu mato o gajo!
E não seria preciso muito sangue. Bastava as faiscas que eu deito pelos olhos!

É melhor eu não imaginar!


... Claúdio, primo querido, meu amor! Dá-me aquele teu Xi-coração, que só tu e o meu pai me sabem dar, porque estou com vontade de chorar!!!

***






 

"Que dias há¡
que na alma me tem posto
Um não sei quê,
que nasce não sei onde
vem não sei como
e dói não sei porquê."

(Luis Vaz de Camões)

plosanimais
Na minha vida REAL...

 

"A realidade é um detalhe,
  Pra quem sonha ela é um desafio.

 

... fica para depois!

neste momento não consigo ler mai nada!!!

 

Existem, e tenho que ler...
No baú

@ Correio