/* /* /* Bananada de Goiaba

Bananada de Goiaba

PEQUENOS REGISTOS PARA os meus amigos, que nunca sabem nada de mim... e sei lá eu se com ISTO vão saber mais, ou melhor!
 

20 anos depois - parte II

sexta-feira, novembro 19, 2004

A Nô.

A Nô, foi uma garota que viveu em Macau entre os seus 15/16 até aos 19/20 anos de idade.

Era muito ingénua e parvinha e chatinha.
Não tenha amigos por aí além, porque se dá-va com toda a gente mas não pertencia a nenhum grupo especifico.
Na altura havia 3 grupos:
os garotos da Lucy, que eram mais novos do que ela;
o pessoal da esplanada, que eram da idade dela e andavam no Liceu e na Comercial e
a malta de Sam-cá-tchun, miudos e miudas mais velhos do que ela e que já estavam em Macau á mais tempo.

A Nô conhecia-os a todos mas não era particularmente amiga-do-peito de nenhum.

Tinha uma enorme admiração, posso mesmo dizer que era fã incondicional do Luis M. que parava em Sam-cá-tchun.

(ainda hoje a Cristina sofre com remorços de não lhe ter falado na Expo98!)

Para além de todas as qualidades que este Luis M. possuia (era um miudo fóra de série, diferente de todos os outros da mesma faixa etária e escrevia com a alma coisas de cortar a respiração), tinha ainda um irmão mais novo, lindo de morrer.
Esta-se mesmo a ver o filme: a Nô tinha uma paixão platónica pelo mano do Luis M. Completamente platónica mesmo! Chegou a encher a parede do quarto dela com fotos só do garoto (não me apetecia dizer que se chamava Gonçalo porque se a Cristina tivesse um filho rapaz gostava de chama-lo Gonçalo e qualquer semelhança com a realidade seria simplesmente coincidência!).

Como todas as meninas em Macau, a Nô também tinha a sua passola. Uma acelera cor-de-laranja com um cesto branco á frente.
Ela só era diferente numa coisa: os pais não a deixavam sair á noite e muito menos ir nas viagens de finalistas para a Tailândia.

A miuda estava a atravessar a idade da parteleira e tinhas aquelas depressões típicas de uma adolescênte.
Pelo menos era o que lhe dizia o “mentor” dela. Um jornalista amigo de há muitos muitos anos do pai dela e que tinha a pachora de a ouvir durante tardes e tardes e tardes.
Foi ele que um dia teve que comparecer no Tribunal onde ela fora julgada por andar dentro do Circuito do Grande Prémio de Macau, de mota, quando este estava fechado e preparado para iniciar as corridas.

Eu compreendo-a! Ela só queria chegar ás boxes porque o namorado corria em 250 c.c. e ela tinha livre transito.

De nada lhe serviu e foi presa e a Tribunal e o velhote lá pagou a caução para ela não ir ver o sol nascer aos quadradinhos durante um mês.

Eu acho que os pais dela nunca chegaram a saber deste episódio. E ainda bem, porque era bem provavel que ficasse sem a mota e de castigo para o resto da vida dela.

Eu já escrevi aqui sobre este jornalista! Tenho umas saudades tão grandes deste senhor!
Tão grandes que me doi lembrar que não me fui capaz de me despedir dele! Quando ele soube que estava com cancro despediu-se de todos os amigos e no espaço de 3 meses morreu! Não fui capaz, sou uma cobarde!!!

Essa Nô está muito ligada a esse senhor, mas eu não!
Ele nunca chegou a conhecer a Cristina que saiu da parteleira (a Cristina cobarde!) e lá deixou para sempre, a capa que vestia de Nô.


Agora bloquiei… que mais poderei eu contar sobre a Nô?

***
 

"Que dias há¡
que na alma me tem posto
Um não sei quê,
que nasce não sei onde
vem não sei como
e dói não sei porquê."

(Luis Vaz de Camões)

plosanimais
Na minha vida REAL...

 

"A realidade é um detalhe,
  Pra quem sonha ela é um desafio.

 

... fica para depois!

neste momento não consigo ler mai nada!!!

 

Existem, e tenho que ler...
No baú

@ Correio